México amplia dependência de grãos importados
28 de setembro de 2026 · Agrolink
A produção de grãos do México deve recuar no ciclo 2026/27, enquanto a demanda doméstica segue firme e amplia a necessidade de importações. A combinação de rentabilidade limitada, custos elevados de produção e condições climáticas irregulares pressiona parte das principais culturas e mantém o país dependente do mercado externo para abastecer os setores de alimentação humana e animal.
Segundo o Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a produção mexicana de milho deve cair quase 2% na comparação anual, para 24,5 milhões de toneladas. As importações, por outro lado, podem crescer mais de 2%, chegando a 26,8 milhões de toneladas, diante da menor oferta interna e do aumento do consumo pela pecuária.
O consumo total de milho é estimado em 52,4 milhões de toneladas, alta de quase 3%, puxada sobretudo pela demanda de aves e suínos. No ciclo 2025/26, os Estados Unidos responderam por 99% das 21,4 milhões de toneladas de milho importadas pelo México, enquanto o Brasil participou com 1%. A demanda por grãos deve seguir sustentada pelo crescimento populacional e pela expansão dos segmentos de bovinos, suínos e aves.
No trigo, a produção deve avançar quase 5%, para 1,8 milhão de toneladas, favorecida pela melhora dos níveis dos reservatórios em regiões produtoras. Mesmo assim, as importações são projetadas em 5,9 milhões de toneladas, alta próxima de 4%.
Para o arroz, a expectativa é de queda de 6% na produção, para 160 mil toneladas, com importações subindo para 830 mil toneladas. Já a safra de sorgo deve recuar 6%, para 3,1 milhões de toneladas, enquanto as compras externas podem cair 20%, para 400 mil toneladas, em razão da menor demanda do setor pecuário.